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DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

Como proceder.

DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

DPAC-Distúrbio do Processamento Auditivo Central, também conhecido como Disfunção ou Transtorno de Processamento Auditivo, é uma falha nas habilidades perceptivas auditivas.

Ele está presente mesmo que a pessoa apresente uma audição normal.

SISTEMA AUDITIVO

O Sistema Auditivo é composto por dois sistemas:

  • Auditivo periférico, um conjunto de órgãos responsáveis pela captação e transmissão do som para as vias auditivas, ou seja, para o sistema auditivo central. Ele é composto pelas três orelhas: orelha externa, média e interna.
  • Auditivo central, que é composto por vias e nervos auditivos que levam a informação sonora para o cérebro, tornando possível que a pessoa entenda o que está ouvindo.

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PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

O Processamento Auditivo Central (PAC) é caracterizado por suas habilidades de atenção seletiva, localização e reconhecimento do som, discriminação, compreensão, integração e memória auditiva.

Além disso, é através dele que podemos analisar, associar e interpretar todas as informações sonoras que recebemos ao longo do dia.

DPAC-DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

É mais comum do que se possa imaginar a quantidade pessoas com DPAC- DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL.

“Quem sofre desse mal não consegue prestar atenção em uma coisa só”, diz a neurologista Denise Menezes.

Dificuldades na leitura, na compreensão e distração constante, são alguns dos problemas enfrentados por quem tem DPAC.

imagem: Editora de Arte/FOLHAPRESS

A voz da professora, o ar condicionado e o carro passando na rua, se misturam. O trabalho em ambientes ruidosos pode ser uma verdadeira saga.

QUANDO DIAGNOSTICAR O DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?

Nos anos iniciais as crianças ainda estão em processo de consolidação da alfabetização e compreensão dos conceitos matemáticos, portanto é mais difícil perceber a disfunção, mas distração excessiva e falta de compreensão do que se escuta já pode ser uma pista.

Geralmente é por volta do segundo, terceiro ano do Ensino Fundamental, depois de muitas notas baixas e rebaixamento da autoestima, que a escola comunica a necessidade de uma avaliação do Processamento Auditivo Central. Mas deveria ser muito antes.

Nem todos os médicos e professores conhecem esse distúrbio. Foi reconhecido em 1996 nos Estados Unidos, mas por aqui somente muitos anos depois. Por isso é fundamental a divulgação do DPAC.

QUEM DIAGNOSTICA DPAC?

Quem solicita uma avaliação do Processamento Auditivo Central geralmente é um médico Pediatra, Neurologista ou até mesmo um Otorrinolaringologista.

Cabine audiométrica

Diagnóstico e tratamento são realizados por fonoaudiólogos em clínica. É necessário reaprender a ouvir.

PEDAGOGICAMENTE O QUE É POSSÍVEL FAZER?

Nota-se que o paciente com DPAC apresenta dificuldade em associar a palavra ao seu som, dando sentido a ela.  Por esse motivo a pessoa é capaz de ler um parágrafo curto, sem compreender nada do que foi lido, mesmo em ambiente calmo e silencioso.

O cérebro cansa por não saber o que fazer com o som e a pessoa dispersa, distrai-se a todo momento.

Colocar o jovem próximo à professora, organizar o ambiente, diminuir elementos distratores visuais e auditivos, são atitudes fundamentais na rotina escolar. Lembrando que nada substitui o tratamento fonoaudiólogo.

atendimento psicopedagógico oferece orientação e técnicas de compreensão leitora, escrita de pequenos textos, inclusive em situações-problema, além da retomada do conteúdo perdido, que são fundamentais para alavancar a aprendizagem e a melhoria da autoestima.

QUER SABER MAIS?

Processamento Auditivo Central – Manual de Avaliação, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, Editora Lovise, São Paulo, 1997.

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Até a próxima.

Denise Aragão Psicopedagoga

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
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