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HIKIKOMORI – JOVENS EM ISOLAMENTO

O fenômeno do isolamento jovem

HIKIKOMORI – JOVENS EM ISOLAMENTO

HIKIKOMORI é um termo japonês designado às pessoas que voluntariamente retiravam-se dos grandes centros urbanos para viver nas áreas rurais, com a chegada da aposentadoria.

Na verdade, hikikomori significa “ficar de lado”.

No mundo contemporâneo essa palavra é utilizada para descrever pessoas de 15 a 39 anos, mas você poderá encontrar uma variação dessa idade na literatura, que demonstram um comportamento de extremo isolamento doméstico.

 

CARACTERÍSTICAS DOS HIKIKOMORIS

Os hikikomoris retiram-se completamente da vida social para viverem isolados dentro de seus quartos. Isso quer dizer que abandonam a escola, o trabalho, os colegas, o convívio familiar.

Pertencem a vários níveis sociais, mas são mais encontrados em famílias com um poder aquisitivo melhor, onde os pais os “bancam”. Estima-se de 1 a 3 milhões de pessoas nessa situação no Japão.

Não têm amigos, trocam o dia pela noite para não se relacionarem com ninguém e vivem mais o mundo virtual do que o real.

 

Passam horas jogando videogame. Só mais um nível!!! Hoje eu ZERO e começo de novo. E assim vão por semanas, meses, anos a fora.

Há relatos de pessoas de 40 anos de idade que ainda são dependentes de seus pais, sem estudo, sem profissão, portanto sem a menor experiência para retirar do trabalho, seu futuro sustento.

Lembrem-se: eles estão literalmente reclusos em seus quartos.

Um hikikomori tem consciência de que está submerso no isolamento, mas custa a sair do mundo particular que criou para se proteger, e sem ajuda, fica muito difícil.

 

ONDE ESTÃO OS HIKIKOMORIS?

Eles estão em todos os centros urbanos do mundo, inclusive no Brasil.

Na Itália existe a associação Hikikomori Itália, fundada por Marco Crepaldi.

No Japão, na cidade de Yokohama ( Kanagawa), funciona um centro de reabilitação para vítimas de hikikomori, sob a direção de Mami Iwamoto. Nesse país a incidência é muito maior.

Para a sociedade, um fenômeno como esse é altamente preocupante. Uma geração que não produz economicamente…hum, nada bom para o futuro da nação.

Principalmente porque já estão categorizados, mas  ainda sem um local definido no DSM-V, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – Dsm V – 5ª Ed. 2014, que é o resultado de mais de 10 anos de trabalho de especialistas do mundo inteiro.

 

TEM MOTIVOS PARA TODO ESSE ISOLAMENTO?

De acordo com Mami Iwamoto, tudo começa geralmente na adolescência. Muita pressão social, rivalidade, maus-tratos na escola ou falta de adaptação diante da rigidez japonesa em relação à transgressão de regras sociais.

Se o adolescente faz uma besteira, tira notas baixas, não dá conta das tarefas, pronto! Uma vez rotulado, dá-se início ao famoso bullying, e sem estrutura emocional e familiar, a reclusão ao quarto torna-se, enganosamente, o caminho mais prático, simples e menos doloroso no enfrentamento de toda essa pressão.

Em 2013, segundo a diretora do centro de reabilitação social, um em cada 40 lares japoneses abrigava um filho auto-recluso, sofredor do fenômeno hikikomori.

Aqui nós chamamos de geração nem-nem. Lembra desse termo? Não estuda nem trabalha. Mas um hikikomori vai muito além, por conta da auto-reclusão. A geração nem-nem pode estar curtindo a vida por aí.

Se você suspeita de algum jovem que iniciou um processo de isolamento, anda muito recluso em seu quarto, com amigos virtuais demais e pouco deles reais, assim como dias a fora jogando por horas e horas, não pense duas vezes.

É preciso conversar bastante com ele e, se necessário, procurar ajuda psicoterapêutica.

 

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Abraço

Denise Aragão- Psicopedagoga

Todas as imagens são de animes e mangas publicados no Google.

Apoio: https://orgulhootaku.wordpress.com/2013/07/31/hikikomori-voce-sabe-o-que-e/

Nesse link você encontrará a indicação do mangá, Bem-vindo à N.H.K, que conta a história de um hikikomori, que a Ed. Panini lançou em português. E tem um anime em 24 episódios.

 https://outraspalavras.net/outrasmidias/capa-outras-midias/a-epidemia-de-jovens-reclusos-em-seus-quartos/

 

 

 

 

 

 

 

 

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
2 Comentários
  • Françoeide Pires
    2 de março de 2018 at 10:12

    Quando era Adolescente não cheguei a tanto, pois tinha que trabalhar, mas aos finais de semana ficava trancada no quarto assistindo DVD sem querer muito contato com o mundo externo. A igreja ne ajudou muito.
    É algo que merece nossa total atenção.

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