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OBJETO TRANSICIONAL: CADÊ O MEU BRINQUEDO?

Rumo à autonomia

OBJETO TRANSICIONAL: CADÊ O MEU BRINQUEDO?

Objeto transicional é aquele objeto mediador entre o EU e o NÃO EU, mais precisamente o espaço entre a CRIANÇA e a MÃE.

De uma maneira muito objetiva é AQUELE objeto que ajuda a suportar a dor da separação materna, a fazer essa transição rumo à autonomia.

Bonecos e bonecas são modelos de objeto transicional, assim como ursinhos, coelhinhos, carrinhos, e todo tipo de objetos que de alguma forma tornam-se inseparáveis para a criança.

 

Cadê o meu paninho?

Chupetas e os famosos “paninhos”, companheiros de “naninha” , são objetos importantes no controle da ansiedade infantil. Sendo assim, é fundamental ter paciência, compreender o que acontece com nossos pequenos.

Dormir é estar longe de tudo e de todos. Esse distanciamento pode não ser nada fácil para alguns bebês e crianças já grandinhas, o que deixará seus pais cansados e angustiados por muito tempo.

Ansiedade e insegurança nos constitui desde muito cedo.

Para que haja a passagem do mundo interno para o externo, a criança precisa de um objeto transicional que acalme a ansiedade e insegurança que ela sente desde que nasceu.

A falta do calor, do peito, do acolhimento materno é por demais angustiante nos primeiros meses de vida, uma vez que da função materna provem toda a sua existência fora do útero.

A companhia dos bonecos e animaizinhos traz conforto, promove o desenvolvimento do afeto e estimula a noção de paternidade e maternidade.

 

Além ser um modelo de objeto transicional, são também elemento vincular, pois através dele a criança percebe a necessidade de criar vínculo com as pessoas, de cuidar dos animais com carinho, interagindo e mediando seus sentimentos nessa relação.

É com seus brinquedos que ela “treina” o que sente e como é relacionar-se com o outro, pois ao mesmo tempo que o ama e depende dele, é capaz de manda-lo embora e até mesmo de agredi-lo rancorosamente.

Sujeito e objeto transicional: Uma relação de longa data.

Essa relação entre criança e objeto transicional pode ser tão intensa que mesmo depois de anos ela não conseguirá desvencilhar-se dele.

É muito comum encontrarmos adolescentes e adultos que guardam seu objeto transicional mais importante por muitos anos. Sim, temos alguns deles ao longo da vida!

Muitas vezes a desculpa é que são guardados para mostrar para seus filhos…rs.

E você, tem algum guardado?

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Até mais.

Denise Aragão – Psicopedagoga

Imagens Pixabay

 

 

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
2 Comentários
  • Andreia Di Santi Gonçalves
    7 de outubro de 2017 at 18:18

    Quando ia passar alguns dias (dois no máximo) na casa de uma tia, da avó, de uma prima, longe da minha mãe, a primeira coisa que colocava na mochila era meu travesseiro e durante a noite, era ele que eu agarrava para dormir e suportar a distância de meus pais!!!

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