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DAS OFENSAS COMUNS AO CRESCIMENTO PESSOAL

É preciso aprender a se defender com naturalidade

DAS OFENSAS COMUNS AO CRESCIMENTO PESSOAL

Desde muito cedo as ofensas comuns fazem parte das relações interpessoais, assim como situações de conflito contribuem para o crescimento pessoal. Entretanto, a naturalidade com que atitudes ofensivas vêm se tornando oficialmente uma prática de bullying e cyberbulling, tem tirado o sossego de muitos pais, professores e gestores escolares.

1  EM CADA 4 JOVENS JÁ SOFREU OFENSAS ONLINE

Por ser especialista em Psicopedagogia, fui convidada como colaboradora na reportagem da jornalista Julia Marques,  publicada em 17/12/2017, no jornal O Estado de S.Paulo.

Além dos depoimentos de quem sofreu com cyberbullying, a matéria divulga dados estatísticos  sobre uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil ( CGI.br), que mediu o comportamento online de jovens de 9 a 17 anos que já se envolveram em ofensas na internet.

POR OUTRO ÂNGULO

Durante nossa conversa ao telefone, afirmei, entre outras coisas,  que uma criança ofendida pode apresentar problemas na aprendizagem, pois fica muito preocupada em defender-se da acusação, perdendo o desejo de aprender.

Isso é fato. Mas partindo dessa afirmação, gostaria de abordar o assunto por outro ângulo, pois ofensas comuns também são um material rico e necessário no fortalecimento da constituição psicossocial do sujeito.

CRESCEMOS NO CONFLITO

Conviver com as diferenças desde muito cedo é fundamental no enfrentamento de situações.

Divergências de opiniões, machismo, feminismo, aparência física e gênero sexual, são questões que borbulham intensamente na contemporaneidade. Essas discussões são fundamentais ao crescimento pessoal e coletivo ao longo do desenvolvimento humano.

Quando uma criança ou jovem chama seu colega de feio, burro, gordo, “boiola”, ofende claramente a pessoa, mas coloca de pronto uma situação para discussão.

Se preparado por sua família, em parceria com a escola, o jovem ganhará as ferramentas necessárias para tornar mais leve o enfrentamento de uma situação ofensiva.

Através de conflitos surge o reconhecimento de que o outro é diferente de mim e isso é perfeitamente aceitável, mesmo porque ninguém é igual a ninguém.

Pronto, damos início formal ao debate sobre diversidade, intimidade, limite e responsabilidade para com o próximo, através de uma situação real, vivida por eles em um determinado contexto.

NEM TUDO É BULLYING

Precisamos deixar bem claro de que nem tudo é bullying (ofensas sistemáticas e repetitivas), assim como formalizar a necessidade de que crianças e jovens precisam aprender a se defender sozinhos. Nesse sentido é importante deixá-los verbalizar o ocorrido sempre, assim como ensiná-los a dar a voz aos colegas, no intuito de perceberem a dimensão, força e poder que as palavras têm.

MEDIANDO OFENSAS

Quando chega aos nossos ouvidos que ofensas estão se disseminando na escola ou nos espaços comuns dos condomínios é preciso certificar-se do que está acontecendo, a fim de estabelecer a intervenção adequada.

Propor rodas de conversas é uma alternativa interessante na tentativa de trazer serenidade e clareza, além de percepção dos transtornos que essas situações podem acarretar aos envolvidos.

Ensinar a necessidade de pedir ajuda é fundamental. Não é certo sofrer sozinho.

PAIS E EDUCADORES PRECISAM FORMAR MEDIADORES DE CONFLITOS

Por estarem em pleno desenvolvimento moral, jovens na idade escolar precisam da orientação de adultos para  visualizar as consequências de seus atos, assim como é da responsabilidade de todos formar mediadores de conflitos.

Um mediador é quem percebe as injustiças e inverdades, propondo acordos entre as partes envolvidas. Dessa forma, inicia-se uma rede consciente de auxílio e reconhecimento da cidadania.

Existem crianças e jovens com habilidades incríveis na promoção da paz, da verdade e justiça.

Infelizmente a ansiedade em resolver tudo pelos filhos e a superproteção oferecida por muitos pais, vem impedindo o crescimento natural do jovem.

Crescer à moda antiga, eu diria, pode ser melhor do que o modo como algumas famílias estão ensinando a crescer. Você não acha?

Mas isso é assunto para outro post.

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Abraços.

 

 

 

 

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
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