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OS SONHOS NO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO

Relato do inconsciente

OS SONHOS NO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO

Trabalhar com os sonhos abriu um caminho para Freud conhecer e interpretar o inconsciente.

Foi por meio da análise dos sonhos de seus pacientes, que ele teorizou acerca da estrutura e funcionamento do aparelho psíquico, chegando a declarar que “os sonhos são a via régia para o inconsciente”. Por isso se você sonha muito, fique de olho no enredo.

Consciente e inconsciente

A consciência é a noção que temos do mundo exterior e estamos em contato com ela a maior parte do tempo.

o inconsciente só é possível acessá-lo através de chistes, que são piadinhas que soltamos de vez em quando e não sabemos porque falamos aquilo, dos atos falhos, que é  quando temos um comportamento inesperado, quando trocamos nomes, como por exemplo íamos falar Marta e falamos morte.

Também acessamos o inconsciente através  da associação livre, que é falar o que vier sem se importar com lógica. Essa é a forma como se dá a terapia no set psicanalítico.

O inconsciente também se mostra por meio de expressões artísticas, com pintura, escultura  e através dos  sonhos propriamente ditos.

Sonho sonhado

Nesse momento cabe aqui uma breve explicação sobre o porquê da escolha desse post sobre os sonhos.  É que com frequência escutei de crianças relatos de sonhos onde eu estava presente.

Escutar o relato de um sonho, atentar em como ele é contado é fundamental para compreender o que está por trás dos dizeres, pois é o inconsciente quem fala.

No texto A Interpretação de Sonhos, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, define que o sonho é a realização (disfarçada) de um desejo.

Certa vez, em atendimento clínico psicopedagógico, uma pequena paciente de sete anos chegou muito agitada para a sessão, afirmando ter sonhado comigo naquela noite.

 

“Sonhei que estávamos no alto de uma montanha, eu e você. Sabe, tinha uma neblina e a gente não via o que estava lá embaixo, mas você falava pra gente voar. E eu perguntava, como? Sabia que nós poderíamos morrer. De repente EU peguei na sua mão e saímos correndo, eu te arrastando, sabe? E nós voamos! Foi muito 10! Mas eu acordei assustada porque no final nós caímos, mas foi bem legal. Quase fiz xixi na cama!”

        

Fiquei muito feliz com o relato, pois o sonho demonstra que o tratamento vem surgindo efeito. Há clareza no vínculo de confiança estabelecido entre psicopedagoga e paciente.

Outra questão é a coragem da paciente em se jogar no voo, pois mesmo segurando minha ela encarou o desafio e contou tudo com muito entusiasmo. Está mais aberta na discussão sobre suas dificuldades escolares e sobre os problemas que enfrenta em fazer parte de grupos de trabalho.

Posso afirmar que está posta uma boa transferência.  O caminhar só poderia ser de progresso.

 

Denise Aragão – Psicopedagoga

 

Apoio no Livro Conceitos Básicos da Teoria dos Sonhos – Humberto Nagera (org.)

 

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
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