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PSICOMOTRICIDADE, PRÉ-REQUISITO PARA A ALFABETIZAÇÃO

Pulo do gato, jogo de prontidão

PSICOMOTRICIDADE, PRÉ-REQUISITO PARA A ALFABETIZAÇÃO

São inúmeros os artigos científicos  sobre a importância da psicomotricidade como um pré-requisito para a alfabetização. Isso não é nenhuma novidade para os educadores.

Também já sabemos que é fundamental um período de prontidão para adquirir a proeza de se alfabetizar com qualidade, assim como a proficiência da leitura demanda interesse e muito treino. Tudo com muito afeto.

A prontidão inicia no nascimento do bebê, conta com ambiente facilitador, estímulos adequados, a fim de que possam adquirir habilidades de reconhecimento e domínio do próprio corpo, seu espaço e tempo.

Dessa forma, parece claro que não é na escola onde tudo começa…ou pelo menos não deveria.

 

Imagem PIXABAY

Em contrapartida,  pesquisas também apontam que nossos jovens passam muito tempo imersos no universo tecnológico dos games, redes sociais, de posse dos seus companheiros móveis inseparáveis, os Tablets e Smartphones. Tudo isso, sentado por horas consecutivas na mesma posição, sem muito interesse em se movimentar por aí.

O CORPO JOVEM GOSTA E PRECISA

Correr, pular, subir, se pendurar, rodopiar, agachar, se esconder, ser encontrado, e tantos outros movimentos livres e dirigidos, fazem parte do dia a dia das crianças. Movimento é saúde e domínio.

Se elas estão indo para a escola cada vez mais cedo, nos primeiros meses de vida, foi atribuído à instituição escolar uma grande parcela de responsabilidade no desenvolvimento das questões psicomotoras. Daí a necessidade de planejar cada vez mais atividades ao ar livre com a garotada.

Todos esses movimentos de olhos no objeto, objeto nas mãos, o corpo no espaço e no tempo, são fundamentais para a construção da lecto-escrita e do letramento. Isso chamamos de prontidão para a alfabetização.

Imagem PIXABAY

A este respeito, Oliveira (1997) afirma que “a educação psicomotora deve ser considerada uma educação de base na educação infantil. Ela condiciona os aprendizados escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situação no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir habilidades de seus gestos e movimentos”.

A posição das letras p/q/d/b ou a grafia do E/3 e tantos outros signos, dependem da motricidade grossa e fina, de lateralidade, noção de profundidade e posicionamento, distâncias, eixo, centro, enfim, uma série de percepções intrínsecas à alfabetização. A escrita parte do corpo.

PULO DO GATO, UM JOGO DA CARIMBRAS

O PULO DO GATO é um jogo adorável, onde a criança sozinha pode brincar sem qualquer ajuda. Isso eu comprovei quando o levei para meu amiguinho Pedro, de 5 anos, jogar na mesa do restaurante enquanto comíamos uma pizza com seus pais. Foi muito fácil para ele, pena que a bolinha ficava caindo toda hora. Temos que dar um jeito nela!

Na hora da foto peguei a ficha que ele usou anteriormente, por isso ela não coincide com a cena.

Imagem Denise Aragão – Arquivo pessoal

 

O objetivo do jogo é fazer com que a criança reproduza a cena que vê nas cartas de madeira, observando com atenção cada detalhe de onde e como estão as peças do cenário.

O jogo possibilita trabalhar as habilidades visuomotoras e diversas ordens: direita, esquerda, em cima, embaixo, deitado, em pé, sobre, sob, ausente, presente e escondido.

Nada substitui vivenciar o movimento real. O jogo convida à reprodução.

PEÇAS DO JOGO

O jogo contém:

  • 38 fichas de madeira ilustradas com cenas que devem ser imitadas, medindo 85mm X 53mm.
  • 1 poleiro pintado de verde claro, que mais parece uma cama.
  • 1 gato de madeira.
  • 1 tapete de TNT verde bandeira.
  • 2 almofadas, uma preta e uma vermelha, sendo uma maior e a outra menor.
  • 1 bola amarela.
  • 1 banquinho branco.
  • 1 acessório azul, em formato de letra “U”.

Imagem Denise Aragão – Arquivo pessoal

 

Partindo daí, é possível trabalhar  linguagem verbal e não-verbal, produção de história escrita e oral, lista de palavras e muito mais.

Eu gosto de acrescentar letras do alfabeto e números no cenário, criando outras possibilidades com a garotada. Dá também para encenar com peças em tamanho real, trocando o gato pela criança. Fotografe. Eles vão adorar.

E aí, gostou da dica?

Abraço

Denise Aragão Psicopedagoga

 

Apoio:

OLIVEIRA, Gislene de Campos. Psicomotricidade: Educação e Reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997, pp. 10, 35 – 77, 80, 87.

Artigo, PDF, A psicomotricidade na prevenção das dificuldades no processo de Alfabetização e Letramento -Liliana Azevedo Nogueira. Luzia Alves de Carvalho, Fernanda Campos Lima Pessanha

https://www.seer.perspectivasonline.com.br/index.php/revista_antiga/article/download/251/163.

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
2 Comentários
  • Françoeide Pires
    23 de maio de 2018 at 11:26

    Eu gosto de brincar com meus filhos, mas sinto que estou “pecando” quando não encontro”tempo” para isso. Meu filho me questionou outro dia, disse: ” mamãe a gente, acorda, toma café, assiste TV, almoça e fica aqui em casa o dia todo”… não soube o que responder, parei de passar roupas na hora, eram seis horas da tarde, e fui com ele para rua sem saída que fica em frente a minha casa.(depois dele ficar o dia todo chamando o pai para ir ao parque).
    A verdade é que ficamos tão preocupados com tantas coisas a fazer que estamos esquecendo do essencial…brincar com nossas crianças.
    Excelente texto.

    • Denise Aragão
      27 de maio de 2018 at 16:18

      Que bom que gostou do texto e que sua roupa ficou amassada por mais tempo, Fran. Você está certa. O tempo voa e não podemos perder as oportunidades de estarmos BEM presentes com nossos pequenos. Grande abraço.

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