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SACI-PERERÊ, NOSSO MITO PARTICULAR

Quando mitos e lendas ajudam no desejo de produção

SACI-PERERÊ, NOSSO MITO PARTICULAR

Foi no sul do país onde tudo começou. A lenda do Saci-pererê, um mito tipicamente brasileiro, teve sua origem em terras indígenas.

SACI CURUMIM

Preso por sete anos entre um nó e outro do bambu, o curumim de pele morena nasce de dentro das taquaras do bambuzal. Quando morrem, aos setenta e sete anos, ainda com cara de moleque, viram orelha de pau ou cogumelo venenoso. Sua mãe é a Mãe Natureza.

Nessa fase mitológica indígena, o Saci possui duas pernas e até um rabicho. Endiabrado, coloca a tribo de pernas para o ar.

                                                                                                                                     Imagem Google

NEGRO SACI

A chegada dos negros e a influência africana deu novas características a esse personagem do folclore brasileiro.

Nosso índio transformou sua aparência, mas ainda permaneceu uma criança danada.  Nesse contexto histórico de escravidão, o Saci torna-se um negrinho fumante de “pito” e sem uma perna, perdida tragicamente num jogo de capoeira. Bem, tem gente que diz que ele já nasceu sem.

Da mitologia europeia herdou um gorro vermelho cheio de poderes.

Esperto, brincalhão e muito desobediente, o Saci faz todo tipo de estripulias com pessoas e animais. Monteiro Lobato deu vida a esse personagem, na obra infanto-juvenil “Sítio do Picapau Amarelo.

Imagem de Luiz Mendes, ilustrador e chargista.

 

O danado chega chegando, como dizem as crianças. Vem e vai, em redemoinhos de vento. Só é capturado se você jogar sobre ele uma peneira de cruzeta. Já reparou nessa peneira? Tem uma cruz de reforço nela. Tio Barnabé explica direitinho como é.

É muito importante retirar seu gorro quando for capturado, pois isso fará com que ele obedeça você. Em seguida pode engarrafa-lo! Isso mesmo! Aí você negocia sua soltura.

Imagem: http://ocalafrio.blogspot.com.br/

 

Em clínica psicopedagógica, lendas e mitos do mundo inteiro trazem para a sessão um momento descontraído e divertido no resgate da oralidade, da escrita e das produções artísticas.

Agosto  é o mês em que comemoramos o folclore brasileiro nas instituições escolares. De conteúdo diversificado, pois são inúmeras as lendas, mitos, comidas típicas, músicas,  o tema é um ótimo material a ser explorado.

Por aqui a meninada já engarrafou alguns em agosto, mas prometeram soltar no dia 31 de outubro, dia do Saci .

Imagem arquivo pessoal Denise Aragão

Em 2013, a Comissão de Educação e Cultura elaborou o Projeto de Lei Federal nº 2.479, de 2013, que institui o 31 de Outubro o Dia do Saci, como resistência à cultura norte-americana, mas em São Paulo já vigora a Lei nº 11.669, de 13 de Janeiro desde 2004.

Apoio: http://brasilescola.uol.com.br/folclore/saci-perere.htm

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
4 Comentários
  • Adriana Saraiva
    7 de agosto de 2017 at 21:20

    Adorei!
    Ele perdeu a perna na capoeira! Não sabia!!!!

  • Fabiana
    17 de agosto de 2017 at 21:13

    Alice fez pesquisa sobre o “boitatá”, achou interessante!!! Adoro o folclore!

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