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VAMOS FALAR SOBRE O MEDO INFANTIL

Ensinando a lidar com o medo

VAMOS FALAR SOBRE O MEDO INFANTIL

O medo infantil existe em diferentes modalidades e intensidades, variando de acordo com a idade da criança, desenvolvimento psíquico e maneira com que esse sentimento vai se introduzido e se modelando na vida infantil.

Uma coisa é certa e não podemos esquecer: o medo jamais deve ser subestimado.

PENSANDO O MEDO QUE TODOS SENTEM

Medo é um estado afetivo que suscita a consciência de um perigo. Possui sensações multifacetadas e tem caráter universal, porque é constitutivo em todos os indivíduos tidos, como dentro dos padrões da normalidade.

Influenciadas por questões histórico-culturais, religiosas ou valores morais, as crianças podem se sentir mobilizadas ou imobilizadas por esse sentimento.

Imagem Joshua Hoffine

 

É nessa relação de medo e enfrentamento que saberemos lá na frente um pouco mais sobre o teor das marcas que ele deixou ou não no psiquismo infantil.

Lembremos que o medo causa estresse. Cargas intensas e contínuas de substâncias químicas liberadas no nosso organismo durante esses episódios, mais o descontrole emocional, podem desencadear doenças mentais como a síndrome do pânico e a depressão.

MEDO INFANTIL NA FANTASIA E NA VIDA REAL

Da mesma forma que é natural sentir medo, é fundamental transmitir segurança e respeitar o momento de desenvolvimento da criança, deixando claro que sentir medo é natural em todas as idades. Adultos também sentem!

Quando a criança vive a fantasia do seu mundo interno as coisas são mais leves. Aos poucos ela vai crescendo e conhecendo uma infinidade de personagens malvados das histórias que ouve e lê e precisa lidar com eles.

A medida em que cresce um pouco mais ainda, vai percebendo que nem ela, nem os pais e muito menos os super-heróis possuem o controle de tudo o que é externo. Nesse momento é preciso intervir com afeto e muita conversa para ajuda-los a separar o que se deve temer do que é medo infundado.

Imagem PIXABAY

 

Os programas sensacionalistas de TV  têm contribuído bastante com o aumento do medo em relação à violência nas cidades. Como as crianças têm acesso fácil ao controle remoto, estão conhecendo os problemas das metrópoles cada vez mais cedo.

Sem contar as famílias que convivem diretamente com a violência, porque habitam em locais onde o medo assombra a todo instante.

MAS O MEDO VEM DE LONGE…

Sentimos medo faz muito tempo. O medo mais primitivo é o que ficou marcado no nosso inconsciente quando nascemos e vimos a luz pela primeira vez. Nada mais seria seguro, como era antes, dentro da barriga da nossa mãe.

Entre tantos medos, para a maioria dos pequeninos os piores começam com a hora de dormir aproximando. O escuro, símbolo do desconhecido, teima em ressurgir todas as noites, trazendo com ele mais uma noite mal dormida para a família toda.

 

Imagem Joshua Hoffine

São uma infinidade de medos que vão sendo substituídos por outros a medida em que vamos crescendo, mas o que importa é reconhecer que as crianças precisam de ajuda para enfrentar essa carga emocional e física, que o medo desencadeia na mente e no corpo.

Tranquilidade, confiança e segurança fazem parte dos sentimentos que são ensinados e aprendidos no controle do medo. Sim, nós adultos temos a responsabilidade de ensinar o nome daquilo que eles estão sentindo e a maneira como lidar com todas as sensações de desconforto que ele causa.

Imagem PIXABAY

No próximo post, Medo infantil em conteúdos escolares, vou contar o porquê de ter escrito esse texto.

Ele foi inspirado num acontecimento escolar lá em Salvador, no finalzinho do mês de abril, onde me pediram uma consultoria via WhatsApp.

Abraços

Denise Aragão –Psicopedagoga

Apoio: Aula com minha professora Adela Stoppel de Gueller, coordenadora do setor de Clínica e Pesquisa do Departamento de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientae, e

Artigo: http://delas.ig.com.br/filhos/medos-infantis-como-lidar, onde a Adela fala…rs.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Psicopedagoga, pedagoga, educadora, mãe de menino e menina.
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